Médica que trabalhou na Bahia é assassinada pelo ex-namorado após acionar botão do pânico no Acre

A médica Elyne Assis foi assassinada pelo ex-namorado na noite da última segunda-feira (2), feriado de Finados, em um bar localizado no interior do Acre. Pouco antes do crime, a profissional acionou o botão do pânico após perceber que o ex-companheiro estava passando repetidamente pela rua onde ela se encontrava. Apesar do alerta, nenhuma equipe policial teria sido enviada para atender à ocorrência.

Segundo relatos de testemunhas à Polícia Militar, a central de monitoramento chegou a entrar em contato telefônico com a médica após o acionamento do dispositivo, mas não teria mobilizado uma guarnição para o local.

Ainda conforme os depoimentos, viaturas policiais passaram duas vezes em frente ao estabelecimento, mas os agentes não teriam sido informados sobre o pedido de socorro.

O caso também chama atenção porque o Ministério Público já havia solicitado, em duas ocasiões, a prisão do ex-companheiro de Elyne antes do feminicídio.

Médica teve trajetória profissional na Bahia

Além de sua atuação no Acre, Elyne Assis também construiu parte de sua trajetória profissional na Bahia. A médica trabalhou no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoinhas e também exerceu atividades no município de Araçás.

Depois de morar na região e no Rio de Janeiro, ela retornou ao Acre há aproximadamente dois anos e meio, com o objetivo de ficar mais próxima dos familiares.

Samu de Alagoinhas divulga nota de pesar

Após a confirmação da morte, o Samu de Alagoinhas publicou uma nota de pesar em homenagem à profissional, destacando sua dedicação durante o período em que integrou a equipe.

“ Sua passagem por nossa equipe deixou lembranças e marcou uma trajetória de dedicação ao cuidado com a vida”, destacou o comunicado.

A equipe também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e antigos colegas de trabalho, lamentando profundamente a perda.

“ Sua partida nos entristece profundamente. Sua lembrança permanecerá entre nós”, declarou o serviço.

O assassinato de Elyne reacende o debate sobre a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e a efetividade dos mecanismos de segurança destinados a prevenir feminicídios, especialmente diante de pedidos de socorro feitos antes das agressões fatais.


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