A Itaipu Binacional afirmou que a crise bancária que atinge o Paraguai não afeta a operação da usina hidrelétrica compartilhada entre Brasil e Paraguai. Segundo a administração brasileira da empresa, a geração e o fornecimento de energia seguem normalmente, sem qualquer impacto relacionado ao escândalo financeiro no país vizinho.
Em nota divulgada após questionamentos feitos pelo portal Metrópoles na quinta-feira (5/11), a empresa esclareceu que não mantém recursos financeiros da margem brasileira aplicados no Ueno Bank, instituição digital dissolvida pelo Banco Central do Paraguai no início da semana.
“A Itaipu Binacional esclarece que não há recursos financeiros sob gestão da margem brasileira depositados ou aplicados no Ueno Bank”, informou a empresa.
A administração também destacou que as aplicações financeiras da entidade seguem normas e procedimentos internos, considerando critérios de segurança, liquidez e rentabilidade. Além disso, ressaltou que a gestão dos recursos é independente entre as duas margens.
“A operação da Itaipu segue normalmente, sem impacto na produção e no fornecimento de energia”, acrescentou a companhia.
Inaugurada em 1982, a Usina Hidrelétrica de Itaipu foi construída por Brasil e Paraguai no Rio Paraná, na região da fronteira entre os dois países. Embora a estrutura seja compartilhada igualmente pelas duas nações, cada país administra de forma independente os recursos de sua respectiva margem. No lado brasileiro, as movimentações financeiras são realizadas pelo sistema bancário nacional.
Crise no Paraguai
A situação é diferente na margem paraguaia. A Itaipu está entre as instituições públicas do país que possuem recursos no Ueno Bank, instituição envolvida no escândalo financeiro. Até o momento, não há informações precisas sobre o valor aplicado pela empresa.
Estimativas apontam que o banco mantinha aproximadamente US$ 850 milhões, o equivalente a cerca de R$ 4,5 bilhões, em fundos públicos paraguaios. Os recursos ficaram bloqueados após o início do processo de dissolução da instituição financeira.
O escândalo também provocou uma crise política no Paraguai. Parlamentares, incluindo integrantes de grupos aliados ao governo, iniciaram um processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña, eleito em 2023.
O presidente mantinha ligações com o banco e foi acionista de uma empresa relacionada ao Ueno até março do ano passado. Na quinta-feira (5/11), Peña apresentou um pedido de renúncia, mas a solicitação foi rejeitada pelo Congresso paraguaio.
O processo de impeachment continua em discussão e poderá ter consequências políticas para o presidente.
Notícia anterior
Carro bate em moto de entrega de gás na Av. Garibaldi e deixa o trânsito lento
Próxima notícia
Prêmio Fonte de Cultura 2026 homenageia 15 Pontos e Pontões de Cultura em Dias d’Ávila