Alexandre de Moraes manda prender eletricista condenado pelos atos de 8 de Janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do eletricista Willian Fonseca Amorim, de 50 anos, condenado a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de Janeiro de 2023, em Brasília.

A ordem foi encaminhada à Polícia Federal (PF) na quinta-feira (29/10), após o esgotamento dos recursos judiciais. Willian estava em liberdade e era monitorado por tornozeleira eletrônica. Com a decisão, deverá começar a cumprir a pena em regime fechado.

“Em virtude do trânsito em julgado desta ação penal, determino o início do cumprimento da pena de reclusão, em regime fechado, imposta a Willian Fonseca Amorim”, diz o despacho de Moraes.

Natural de Cláudio, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e morador de Divinópolis, Willian foi preso inicialmente em 9 de janeiro de 2023, no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, um dia após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele viajou de ônibus para a capital federal e participou das manifestações que culminaram nos ataques aos prédios públicos.

Durante as investigações, a Polícia Federal analisou o celular apreendido com o eletricista e encontrou fotografias registradas em 8 de janeiro. Em uma delas, Willian aparece com parte do rosto coberta por uma bandana, na Esplanada dos Ministérios, enquanto manifestantes invadiam o Congresso Nacional ao fundo.

Em depoimento à Polícia Federal, Willian confirmou que viajou de ônibus para Brasília, esteve no acampamento em frente ao QG do Exército e seguiu para a Esplanada dos Ministérios na tarde dos ataques.

A PGR sustentou que ele atuou como executor material ao aderir às ações praticadas pelo grupo. Por outro lado, o laudo pericial da Polícia Federal não identificou, no celular do condenado, imagens que registrassem a destruição dos prédios públicos.

Com o esgotamento dos recursos e o trânsito em julgado da condenação, a decisão de Moraes determina o início da execução da pena de 14 anos de prisão.

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