O vereador Pastor Júnior (UNIÃO) denunciou o despejo irregular de esgoto no Rio da Nova, em Dias d’Ávila, e cobrou providências definitivas da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) para interromper a contaminação e recuperar o curso d’água. O parlamentar formalizou uma representação junto ao Ministério Público (MP), solicitando a apuração das irregularidades e a responsabilização da concessionária.
Segundo a denúncia, esgoto sem tratamento estaria chegando ao rio por meio de falhas na estrutura de saneamento, incluindo problemas em estações elevatórias e manilhas rompidas. Um dos pontos mencionados envolve a Rua Guararema, onde o vazamento de resíduos alcançaria córregos que deságuam no Rio da Nova.
Durante pronunciamento na Tribuna da Câmara Municipal, Pastor Júnior criticou as ações de limpeza consideradas superficiais, como a utilização de máquinas e retroescavadeiras para retirar a vegetação do leito do rio. Para o vereador, essas intervenções não resolvem o problema enquanto o lançamento contínuo de esgoto não for interrompido na origem.
O parlamentar defende que a Embasa realize os reparos necessários na rede de esgotamento sanitário, regularize o funcionamento das estações elevatórias e promova a despoluição efetiva do Rio da Nova.
Moradores relatam mau cheiro e problemas no saneamento
A denúncia também ocorre em meio a reclamações recorrentes de moradores de Dias d’Ávila. Comunidades dos bairros Nova Dias d’Ávila e Bom Jardim já relataram situações de esgoto a céu aberto, mau cheiro intenso e problemas relacionados ao abastecimento de água.
Há ainda relatos de moradores que afirmam ter percebido alterações no odor da água que chega às torneiras após intervenções e manutenções realizadas pela concessionária.
A insatisfação com os serviços de saneamento também envolve a cobrança da taxa de esgoto, que corresponde a 80% do valor do consumo de água. A cobrança tem sido alvo de questionamentos e manifestações populares, principalmente diante das reclamações sobre a qualidade dos serviços prestados no município.
Ministério Público poderá investigar possíveis danos ambientais
Com a formalização da representação, o Ministério Público poderá avaliar a abertura de procedimento investigativo para apurar as denúncias, verificar a existência de danos ambientais e identificar as responsabilidades.
Caso as irregularidades sejam comprovadas, a Embasa poderá ser obrigada a apresentar medidas para corrigir as falhas estruturais, interromper os lançamentos irregulares de esgoto e executar ações de recuperação ambiental.
Pastor Júnior defende que a situação do Rio da Nova exige uma solução permanente, e não apenas intervenções paliativas. A cobrança é para que os problemas no sistema de esgotamento sanitário sejam resolvidos e a população de Dias d’Ávila tenha acesso a serviços adequados, com proteção à saúde pública e ao meio ambiente.
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