OPERAÇÃO BALCÃS: PF faz ação contra organização que transportava cocaína para a Europa

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11/06), a “Operação Balcãs”, com o objetivo de desarticular uma sofisticada organização criminosa transnacional envolvida em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A base da investigação corre pela Bahia, e as ordens judiciais miraram o desmantelamento da estrutura financeira do grupo que movimentava fortunas.

Ao todo, os agentes federais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia nas cidades de São Paulo (SP), Santos (SP) e Guarujá (SP). Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, veículos de luxo, imóveis e outros ativos patrimoniais dos investigados, alcançando o limite de R$ 20 milhões.

Apreensão em Cabo Verde

Conforme apuração do Informe Baiano junto à PF, a investigação teve início após uma grande apreensão de aproximadamente 2,7 toneladas de cocaína pura, em 2023. O entorpecente estava escondido a bordo de um veleiro, que acabou interceptado em águas internacionais, nas proximidades de Cabo Verde, na costa africana.

Ao longo de quase três anos de monitoramento e inteligência, a Polícia Federal identificou que o grupo criminoso utilizava uma estrutura altamente tecnológica para enviar cocaína da América do Sul diretamente para a Europa através de rotas marítimas transatlânticas. Veleiros e outras embarcações de grande porte adaptadas para travessias oceânicas eram usadas para transportar os carregamentos milionários de droga.

As apurações apontaram a atuação coordenada de operadores logísticos, financiadores, intermediários e integrantes diretamente ligados à chamada “Máfia dos Balcãs”, organização criminosa internacional reconhecida pelo domínio no tráfico de cocaína destinado ao mercado europeu.

Além do transporte do entorpecente, a PF avançou sobre o braço financeiro da quadrilha. Relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações bancárias completamente incompatíveis com a capacidade econômica declarada por parte dos investigados. O grupo utilizava empresas de fachada e complexas estruturas patrimoniais para ocultar e dissimular os recursos bilionários provenientes do crime.

Todo o material arrecadado nesta quinta-feira durante o cumprimento dos mandados será submetido à perícia técnica especializada para aprofundar a identificação de novos envolvidos e dar continuidade às investigações em Salvador.

Notícia anterior
Carro bate em moto de entrega de gás na Av. Garibaldi e deixa o trânsito lento
Próxima notícia
CCJ aprova PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos

Notícias relacionadas