A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/05) durante uma megaoperação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. Batizada de “Operação Vérnix”, a ação tem como principal objetivo desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e mira diretamente a família de Marco Herbas Camacho, o “Marcola”, apontado como o líder máximo da facção.
As investigações apontam que Deolane, atualmente com 21,6 milhões de seguidores no Instagram, estaria envolvida em transações financeiras suspeitas com uma transportadora de cargas localizada em Presidente Prudente (SP), vizinha ao presídio de Presidente Venceslau. A suspeita do MP-SP é de que a influenciadora utilizava suas próprias contas bancárias para movimentar e lavar dinheiro de origem ilícita que pertencia a Marcola e a seus parentes. A empresa de transportes também é investigada por servir estrategicamente como base para um possível plano de resgate de chefões na penitenciária.
Deolane Bezerra estava em Roma, na Itália, nas últimas semanas e o nome da advogada chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol. Ela retornou ao Brasil foi capturada logo em seguida. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão na mansão da empresária em Barueri (SP) e em outros endereços ligados a ela. O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação de Deolane, e um contador também são alvos de buscas.
A Justiça expediu, ao todo, seis mandados de prisão preventiva. Além de Deolane e de um novo mandado contra o próprio Marcola — que já cumpre pena em presídio federal —, a operação prendeu Everton de Souza, conhecido como “Player”, que é apontado como operador financeiro da organização, e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, localizada em Madri, na Espanha. O irmão do líder da facção, Alejandro Camacho, e o outro sobrinho, Leonardo Alexsander Herbas Camacho, completam a lista de alvos da ação de segurança pública em São Paulo.
Em setembro de 2024, Deolane, juntamente com sua mãe, já havia sido presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco, que mirou uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Deolane foi liberada para cumprir prisão domiciliar, mas voltou à cadeia no dia seguinte após violar uma medida cautelar. Ela e a mãe foram oficialmente soltas da cadeia após 20 dias, após determinação da Justiça.
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