EM TODO PAÍS: Garis fazem paralisação nacional nesta sexta

Trabalhadores da limpeza urbana de Salvador aderiram, nesta sexta-feira (15/05), a uma paralisação nacional da categoria, deixando a capital baiana sem o serviço de coleta de lixo por 24 horas. O movimento na cidade, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Pública e Terceirizada da Bahia (Sindilimp-BA), é um protesto contra a demora do Senado Federal em aprovar o Projeto de Lei 4146/2020, que trata da valorização profissional de garis e margaridas. A ação acontece em todo o país.

Conforme apuração do Informe Baiano, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) reagiu duramente ao movimento, classificando-o como ilegal. Em nota recebida, a autarquia municipal afirmou ter sido “surpreendida” pela decisão e apontou que o sindicato descumpriu a Lei Federal nº 7.783 (Lei de Greve) em  alguns artigos como a falta de comunicação prévia necessária.

Segundo a Limpurb, não houve a manutenção de equipes mínimas para assegurar o serviço, que é considerado essencial. “O sindicato deveria manter em atividade equipes com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável”, destacou o órgão, que já avalia medidas judiciais para garantir o retorno da limpeza nas ruas.

“A Limpurb entende a importância do direito à paralisação ou greve, seja parcial ou total, como manifestação justa e digna do segmento, desde que o pleito seja feito dentro dos trâmites legais que regem a medida e sem que haja prejuízos maiores ao cidadão. Esclarece ainda que avalia medidas administrativas e judiciais, caso elas sejam necessárias”.

Por outro lado, o Sindilimp-BA reforça que a mobilização é necessária para cobrar respeito e dignidade. A categoria exige a aprovação imediata do PL 4146/2020, alegando que a cidade não funciona sem o esforço diário desses profissionais. “Respeito e valorização são direitos legítimos”, publicou o sindicato em suas redes sociais.

O impasse deixa a população em alerta, uma vez que a interrupção da coleta impacta diretamente na saúde pública e no ordenamento da cidade. Até o momento, não há previsão para o fim do ato ou demais ações da categoria.

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