A realidade enfrentada por animais em situação de rua tem causado indignação crescente entre os moradores de Amargosa. A população denuncia o abandono de cães, gatos e até animais de grande porte, além da ausência de políticas públicas efetivas por parte da gestão do prefeito Getúlio Sampaio.
Com poucos meses de mandato, a administração municipal já é alvo de críticas pela falta de iniciativas voltadas ao controle populacional e ao bem-estar animal. Nas ruas da cidade, principalmente na região central, é comum encontrar animais debilitados, muitos deles em estado de desnutrição, doentes ou expostos a atropelamentos.
Moradores e protetores têm cobrado medidas como a implantação de castramóveis, campanhas de microchipagem e a criação de uma estrutura pública para atendimento veterinário. Sem essas ações, o problema tem se agravado e exigido a mobilização da própria população.
Um médico veterinário da cidade alertou para o avanço de doenças entre os animais abandonados:
“Estamos vendo muitos casos de sarna e TVT. O tratamento acaba sendo custeado por meio de vaquinhas, organizadas por protetores e colegas. Falta apoio e planejamento.”
Sem assistência do poder público, moradores têm assumido a linha de frente no cuidado com os animais, oferecendo alimentação e socorro aos que estão feridos ou doentes. No entanto, a situação tem ultrapassado a capacidade dos voluntários.
Um idoso, que junto com a esposa ajuda a alimentar cães e gatos de rua, criticou a atuação da gestão municipal:
“Os animais estão largados. A gente tenta ajudar, mas não tem suporte. Falta prioridade para esse problema.”
A insatisfação tem se transformado em mobilização social. Protetores e cidadãos afirmam que pretendem acionar o Ministério Público para que medidas sejam adotadas com urgência, diante do risco de proliferação de zoonoses e do sofrimento dos animais.
Além dos cães e gatos, animais de grande porte também representam preocupação. Cavalos e até bois têm sido vistos circulando livremente em áreas urbanas, inclusive nas proximidades da sede da prefeitura. A situação acende um alerta para acidentes, como o atropelamento de um equino registrado no ano passado na BA-046, rodovia que liga Amargosa ao município de Milagres.
Uma moradora relatou um episódio recente que evidencia o risco:
“Passei devagar porque tinham três cavalos e um boi na avenida. Poderia ter acontecido algo grave.”
Enquanto o poder público não apresenta soluções concretas, protetores independentes e profissionais da área seguem atuando para minimizar os impactos da crise. Ainda assim, a população cobra respostas imediatas e políticas eficientes que garantam proteção aos animais e mais segurança para a cidade.
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